Histórias
Representantes da Caritas da América Latina e do Caribe participam da Conferência Humanitária de Kigali
De 3 a 5 de março de 2026, a Caritas Internationalis realizou a sua Conferência Humanitária em Kigali, Ruanda, sob o tema “Enraizadas na compaixão, à altura do desafio: a ação humanitária da Caritas num mundo em mudança”. Este encontro global ocorreu num contexto de profunda transformação, marcado por tensões geopolíticas, desastres climáticos e conflitos prolongados que exigem maior agilidade e solidariedade por parte das organizações religiosas. O objetivo central foi promover a sabedoria coletiva da rede e traçar um caminho transformador que responda aos desafios atuais.
A região da América Latina e Caribe foi representada por Janeth Marquez e Susana Rafalli, da Cáritas Venezuela; Wilfredo Cervantes, da Cáritas Honduras; e Winter Lamarque, da Cáritas Haiti.
Após sua participação em Kigali, Janeth Márquez (Cáritas Venezuela) e Wilfredo Cervantes compartilharam com o Núcleo Ampliado da Cáritas LAC suas percepções sobre o evento, reafirmando a importância da participação de nossa região nesses espaços.
Para Janeth Márquez, "é um evento importante porque no final valida muitas coisas sobre o que está acontecendo em nossa rede. É como a espinha dorsal de muitas questões importantes." O diretor da Cáritas de Venezuela enfatizou que a América Latina deve redobrar seus esforços para aumentar sua participação. “Devemos definir diretrizes como região nas questões em que temos a nossa própria experiência e não apenas seguir as agendas que são prioritárias para outros países”, afirmou.
Por sua vez, Wilfredo Cervantes destacou que dentro do quadro estratégico da confederação está o objetivo estratégico número 2, que é aquele que tem a ver com toda esta questão de emergências e gestão de riscos, e a importância de ter este espaço a cada dois anos para se atualizar sobre o caminho percorrido. Cervantes destacou que foi possível visualizar graficamente as chamadas de emergência (EA). “Nossa região é a que tem menos chamadas de emergência em termos de volume financeiro e é vital que essa desproporcionalidade seja compreendida para não invisibilizar nossas crises”, alertou Cervantes.
Como ressonância da participação neste espaço, o diretor da Cáritas Honduras resgatou uma premissa para entender a missão da Cáritas: não se trata apenas de "o que" ou "como" fazemos as coisas, mas de "por que".