Cáritas América Latina y Caribe | Historias - Iglesia en América Latina y el Caribe fortalece la cultura del cuidado y la prevención de abusos en encuentro en Brasilia

Igreja na América Latina e no Caribe fortalece a cultura de cuidado e prevenção de abusos em reunião em Brasília

A Casa Dom Luciano Mendes de Almeida, em Brasília (DF), Brasil, sediará, de 31 de agosto a 3 de setembro de 2026, o IV Encontro da Rede Latino-Americana e Caribenha para a Cultura do Cuidado. A iniciativa reunirá 102 participantes de 17 países, incluindo os responsáveis ​​pela prevenção de abusos de conferências episcopais, congregações religiosas e Caritas América Latina e Caribe. O Brasil terá uma delegação de 41 representantes designados pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e pela Conferência dos Religiosos do Brasil (CRB).

Este ano, o encontro tem como tema central “A cultura do cuidado na Igreja da América Latina e do Caribe: uma perspectiva a partir da Magnifica Humanitas”. As reflexões darão especial ênfase aos abusos de natureza não sexual, como os abusos de poder e de consciência, e às vulnerabilidades que emergem ou se espalham nas redes sociais e no ambiente digital.

Rede e corresponsabilidade

A necessidade de uma ação articulada e permanente é um dos pilares do evento. Dom Wellington de Queiroz Vieira, bispo de Cristalândia (TO) e presidente da Comissão Especial de Proteção a Menores e Adultos Vulneráveis ​​da CNBB, ressalta que o enfrentamento aos abusos não pode ser uma ação isolada. Para o bispo, a proteção integral exige um compromisso coletivo: “Requer rede, corresponsabilidade, formação, vigilância, humildade institucional e, acima de tudo, exige conversão pastoral”, afirma, destacando que a troca de experiências é essencial para o avanço das estruturas de proteção no Brasil e na América Latina.

Para a Vida Religiosa Consagrada, a iniciativa reforça o compromisso de garantir espaços seguros e acolhedores em todas as frentes pastorais e sociais. A presidente do CRB Nacional, Irmã Maria do Disterro Rocha Santos, destaca a união de esforços em prol da salvaguarda:

Estaremos reunidos para refletir, unir forças e renovar nosso compromisso com o cuidado e a proteção das crianças, dos adolescentes e de todas as pessoas em situação de vulnerabilidade.

Prevenção, acolhimento e reparação

O coordenador da Rede Latino-Americana e Caribenha de Cultura do Cuidado, P. Pedro Brassesco explica que a iniciativa se baseia em três eixos centrais: prevenção, acolhimento/atendimento aos casos e reparação. Segundo o padre, o diferencial desta edição está na abordagem dos abusos não sexuais e dos riscos virtuais, tema inspirado na encíclica papal Magnifica Humanitas.

Para qualificar os debates, o evento contará com assessoria internacional especializada. “Estaremos acompanhados pelo Padre Antonio Carrón, especialista espanhol nestas questões, e teremos a participação de especialistas da Pontifícia Comissão para a Tutela de Menores, que iniciam o seu mandato este ano, o que nos permitirá avançar no acompanhamento das orientações da Santa Sé”, destaca.

Além da formação técnica, o intercâmbio entre as delegações é um dos pontos centrais da metodologia. O encontro foi estruturado para acolher os avanços e preocupações de cada país ao longo do último ano, além de validar materiais de treinamento e planejar uma campanha permanente de conscientização.

Para o padre, a escuta e o diálogo com os representantes do Brasil e do continente são essenciais: “Acreditamos que o encontro nos permitirá, junto com os delegados das diferentes regiões do Brasil e de outros países, continuar avançando, fortalecendo laços e ampliando a consciência sobre as novas perspectivas que se abrem sobre este tema”. conclui.

Metodologia e articulação continental

A programação do evento inclui conferências, painéis temáticos, sessões plenárias e trabalhos por regiões geográficas (Cone Sul, Região Bolivariana, Caribe, América Central e México e América Central - CAMEX). O objetivo é fortalecer a cooperação internacional, trocar boas práticas e traçar diretrizes conjuntas para a continuidade das ações de salvaguarda no continente.

Por Osnilda Lima

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