Cáritas Brasileira exige uma transição justa, inclusiva, popular e democrática para a COP30 em Belém
Em um esforço para garantir que a agenda climática global priorize as comunidades mais vulneráveis, a Cáritas Brasileira apresentou suas principais demandas em um documento de posição que antecede a COP30, a próxima Conferência das Partes das Nações Unidas (COP), que acontecerá em Belém do Pará, Brasil.
Após um longo processo de consulta e elaboração coletiva, a Cáritas enfatiza a importância da justiça socioambiental. Sua posição é que as políticas de mitigação e adaptação climática devem ser construídas de forma democrática e participativa, dando destaque às comunidades diretamente afetadas.
Entre as principais demandas da organização, destacam-se sete pontos cruciais para alcançar uma transição “justa, inclusiva, popular e democrática”:
- Reconhecer a dívida ecológica histórica do Norte com o Sul global e liderar a agenda de financiamento climático.
- Reconhecer as perdas e danosgerados pela emergência climática.
- Assumir o abrigo climático como uma questão de política nacional.
- Colocar as tecnologias sociais e o fortalecimento comunitário no centro das estratégias de adaptação.
- Reconhecer a agroecologia como um pilar fundamental para a soberania e segurança alimentar.
- Integrar a mitigação de emissões na agenda de direitos. humanos e a natureza.
- Impulsionar a transição energética a partir de uma perspectiva de soberania nacional e justiça climática.
O documento de posicionamento está disponível em português e inglês. Clique para baixar.