Cáritas América Latina y Caribe | Historias - Rumbo a la COP30: Iglesia latinoamericana y caribeña busca mayor incidencia en decisiones sobre crisis climática

Rumo à COP30: Igreja Latino-Americana e Caribenha busca maior impacto nas decisões sobre a crise climática

As organizações de inspiração cristã iniciaram de 1 a 3 de abril, um processo de formação e articulação, com o firme propósito de influenciar a agenda climática da próxima COP30 que será realizada em novembro de 2025 em Belém do Pará, Brasil.

Sob o lema «Peregrinos da Esperança rumo à COP30», a Cáritas Latin America e outras entidades eclesiásticas se reúnem na sede do Conselho Episcopal Latino-Americano e Caribenho (Celam), com o objetivo de fortalecer sua capacidade de defesa de direitos e construir um documento de posicionamento regional que reflita a voz das comunidades mais afetadas pela crise climática.

Uma estratégia conjunta de defesa de direitos

Nicolás Meyer, coordenador da Cáritas na América Latina e no Caribe e que lidera esta reunião, explicou que este espaço de diálogo e escuta procura preparar os atores eclesiais para participar de forma eficaz e contundente na COP30. que nosso impacto seja mais sério, contundente e alinhado com a magnitude do evento”, observou Meyer.

Um dos principais desafios tem sido compreender a linguagem técnica e política usada nesses espaços internacionais. “Na Igreja estamos acostumados a falar a partir da realidade dos territórios, mas precisamos traduzir essas experiências comunitárias em termos técnicos e políticos para que nossa voz seja ouvida nos espaços de tomada de decisão”, acrescentou o coordenador.

Formação e construção de conhecimento

Ele também mencionou que,o processo de preparação inclui uma combinação de experiência comunitária e treinamento técnico. «Muitos dos participantes têm profundo conhecimento de questões ambientais, jurídicas e de políticas públicas. Isso nos permite conectar a doutrina social da Igreja com os desafios atuais das mudanças climáticas", explicou Meyer.

Finalmente, ele informou que, neste contexto,a Igreja designou oito bispos que participarão da COP30como porta-vozes na COP30. principal área de influência, conhecida como zona azul, onde são tomadas as decisões mais relevantes.

A importância do trabalho de base

Por sua vez, dasecretaria executiva do Movimento Franciscano JPIC, Manuela Urbina Ramírez, destacou o impacto desta reunião na sua compreensão da responsabilidade ambiental e do jogo de poderes que daí se move. «Este espaço permitiu-me compreender melhor a dinâmica da COP e a importância da participação da Igreja a partir dos territórios, levando a voz daqueles que sofrem as consequências das alterações climáticas", afirmou.

Para reforçar o papel da defesa política neste evento, Urbina destacou a necessidade de começar a trabalhar desde a base. «É fundamental que nos nossos países façamos a voz do povo. A COP chegue a todas as comunidades e que as pessoas compreendam a sua importância. A Igreja local deve desempenhar um papel fundamental neste processo", expressou.

Um documento com voz colectiva

Um dos principais resultados da reunião é a preparação de um documento de posição regional que será apresentado na COP30. “Este documento deve refletir as múltiplas vozes da região e se tornar uma ferramenta eficaz de defesa de direitos”, afirmou Gómez.

Além disso, destacou a importância de divulgar amplamente seu conteúdo entre as comunidades para que também possam compreendê-lo e se posicionar sobre o assunto. «Não pode ser guardado numa gaveta; Devemos apropriar-nos dela e socializá-la em fóruns, eventos públicos e reuniões comunitárias. Os frutos serão expressos no compromisso dos participantes, que levarão a estes espaços de poder a esperança das pessoas que clamam pelo respeito à vida e pela proteção do meio ambiente.

Da mesma forma, seráuma oportunidade fundamental para a Igreja fortalecer o seu papel na luta contra o declínio do ecossistema. Através de uma estratégia bem concebida, de uma preparação técnica e de uma mensagem unificada, as organizações religiosas trabalham para que a sua voz tenha um impacto significativo nas decisões que moldarão o futuro do planeta.

(Reportado por ADN Celam. Texto de Luz Marina Medina, fotos de ADN Celam)

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