Histórias
A paralisação da ajuda externa da USAID impacta drasticamente a Cáritas na América Latina e no Caribe e ameaça milhões de pessoas em todo o mundo
Em nota publicada nesta segunda-feira 10, a Cáritas Internationalis expressa sua profunda preocupação com o enorme impacto que o encerramento abrupto dos programas e escritórios da Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID) terá em todo o mundo.
De forma muito direta, a região da América Latina e do Caribe é afetada pela decisão, com a suspensão de numerosos projetos em grande parte da Caritas Nacional. Até agora, não há uma estimativa exata de quantas pessoas na região serão afetadas, mas é certo que será na casa das centenas de milhares.
Esta decisão não só põe em risco serviços essenciais para indivíduos e famílias, mas também mina décadas de progresso na assistência humanitária e ao desenvolvimento humano.
"Parar abruptamente a USAID matará milhões de pessoas e condenará outras centenas de milhões a vidas de pobreza desumanizante", disse Alistair Dutton, Secretário Geral da Caritas Internationalis. “Esta é uma afronta desumana à dignidade humana dada por Deus às pessoas, que causará imenso sofrimento. Esta medida também apresenta enormes desafios para todos nós na comunidade humanitária global, que teremos de reavaliar completamente quem podemos continuar a servir e como.” O foco imediato da acção da Caritas, em colaboração com parceiros e aliados em todo o mundo, é reduzir o impacto do congelamento e garantir apoio contínuo ao maior número de pessoas possível. “As vidas e a dignidade de milhões de pessoas estão em jogo. Apelamos aos governos, às agências internacionais e às partes interessadas para que se pronunciem e instamos veementemente a Administração dos EUA a reverter estas medidas perigosas”, sublinha o Secretário-Geral.
A nota destaca que a USAID representa aproximadamente 40% do orçamento total da ajuda global, a interrupção terá consequências catastróficas em todo o mundo. Os destinatários diretos dos fundos da USAID, os beneficiários secundários, as agências da ONU e as organizações multilaterais, bem como os governos nacionais que dependem da ajuda bilateral, enfrentam sérios reveses operacionais.
A Cáritas está confiante de que o diálogo construtivo levará a resultados positivos que sustentam o objetivo comum de apoiar os mais necessitados e reafirma o seu compromisso com a compaixão e a paz em todo o mundo.
(Foto da capa: Leonardo Milano/La Backpack Migrant)